Eu digo SIM às mudanças?
Toda mudança produz adaptações na vida dos envolvidos.
Aliás, as mudanças materializam-se de forma personalizada.
As mudanças permitem ao EU externalizar de formas dirigidas ou não os mais profundos anseios da alma humana.
Dentre eles: o medo, a imaturidade, a insegurança, a competição, a ansiedade, o regozijo, a euforia, a capacidade, a autonomia, a realização, a gratidão, dentre muitos outros sentimentos que se tornam substantivos na ação nossa de cada dia…
Tais expressões da alma quando se dão em desequilíbrio com o meio em que se está inserido produzem, fatalmente, a desarmonia.
O primeiro ser afetado por essa falta de harmonia é o próprio emissor. Consequentemente todos os envolvidos no processo sofrerão o efeito cascata em desencadeamento.
Pergunta-se: todos os envolvidos no processo possuem a maturidade cronopsicológica suficiente para deglutir, digerir e enfim evacuar os dejetos?
O EU natural em busca da felicidade individual apregoada em alto e bom som à sociedade pós-moderna, ecoa: Custe o que custar: satisfaça-se!
Entrementes, o viver em comunidade, a primeira delas – a família, pede a descontinuação dessa malfadada pregação.
Inter-relacionar-se em família requisita respeito mútuo, generosidade, bondade, paciência, perdão, cumplicidade, empatia, mansidão, controle emocional, e sobretudo – o amor.
Lembro-me da fala de Jesus: “Ame o teu próximo como a ti mesmo”, e descubro o ‘porque’ de muitos se acharem temporariamente impossibilitados de Inter-relacicionar simplesmente pelo fato de não se satisfazerem com o status atual de suas próprias vidas.
Relacionar-se com Jesus é o ponto de partida para uma mudança eficaz que produzirá um novo SER capaz de doar-se em amor.
Fazer do amor um hábito de vida requer a vontade humana e a disciplina pessoal.
Somente depois de experimentar a visualização da vida com os holofotes do amor (Cristo) será possível amar-se a si mesmo e ao próximo imprimindo os selos do desenvolvimento humano de maneira sustentável, igualitária e altruísta.
Assim, quando um homem ou uma mulher em um estado de profunda mudança de hábitos incrustados ao longo da vida, sejam eles de ordem geracional familiar ou cultural que se materializam por exemplo no ócio cultivado em longas horas de sofá e televisão ou ainda nos pensamentos impuros relacionados a um ou outro tema, bem como atitudes de desrespeito com o cônjuge e filhos devem ser objeto de atenção especial para evitar a ruína ou retorno ao status quo anterior.
Durante processos profundos de transformação e crescimento pode-se ocorrer por algumas vezes expressões do velho hábito que vociferam palavras como: “é melhor sair de casa”, acrescidas de xingamentos e falsas justificativas que nada tem a ver com um comportamento ético e muito menos cristão. Talvez a voz queixosa a ecoar seja a do outro cônjuge, que destoa: “Não suporto mais a procrastinação no comportamento do meu companheiro, vou me separar.”
Substituir tais vocíferas palavras por: “Uau!!! Como Deus honrou-me com um cônjuge diligente, producente, que traz linho fino e púrpura para nossa casa”, seria bem melhor. Abençoar o cônjuge com palavras guarnecidas pela fé e confiança em Deus – o transformador de mentes e corações -, apresentaria um resultado producente. Aqui, teríamos generosidade e gratidão no lugar da insegurança, desrespeito e competição desnecessários tão maléficos à qualidade de vida cristã pretensa.
Troque o ócio pelo negócio!
Substitua a autocomiseração pela autoaceitação!
O ranger de dentes pelo sorriso da alma!
A deselegância pela cortesia.
O individualismo pelo tratamento igualitário – afinal Jesus é o idealizador da dignidade humana!
Colher-se-á doçura ao invés de amargura!
Equilíbrio ocupará o lugar da incerteza, insegurança.
O ninho será a harmonia do lar e não os espinhos da discórdia.
O leito conjugal será o manancial de afeto e cumplicidade cobrindo toda diferença (ou indiferença?)!
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se há em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. Salmos 139:23-24.
Dra. Sara Bernardes
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