Nesta segunda-feira, um dia depois do primeiro round da batalha pelo impeachment da presidente Dilma sentimos uma sensação de alívio. Um aspecto que tudo está resolvido, que uma nova página foi virada. Que de agora em diante todas as coisas estão transformadas como que num toque de mágica. Aquilo que faltava aconteceu e nada mais precisa ser feito.
Ledo engano quem pensa assim. É oportuno nos conscientizar que no Congresso Nacional é apenas parte de uma grande luta, que toda sociedade brasileira precisa se engajar, para desconstruir um pensamento que foi aos poucos sendo plantado nas mentes dos brasileiros ao longo de décadas.
No período da chamada ‘ditadura militar’ alguns movimentos clamavam por mudança, por liberdade de expressão, liberdade para que as pessoas pudessem ser aquilo que quisessem. A palavra de ordem era LIBERDADE, LIBERDADE! É importante frisar que muitos dos que hoje são chamados ícones da comunicação brasileira foram vozes dessa vanguarda. Que pregavam, à boca larga, essa liberdade, mas eivados de vício, como que contaminados do pensamento maior- o marxismo cultural, que apregoa o politicamente correto. Por detrás dessa busca por liberdade estava o pensamento de que fiz menção anteriormente. Havia um trabalho arquitetado por mentes.
Bem, eles chegaram ao poder e puseram o programa em prática. Introduzindo pessoas em posições estratégicas, nas Secretarias de Educação dos municípios, dos estados e Ministério da Educação e Cultura. Elegeram o maior número de vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Quando estavam bem posicionados, leis e mais leis foram sendo aprovadas. Programas educacionais que alcançam as massas de alunos do ensino fundamental e médio foram sendo gradativamente permeados por um pensamento que ataca diretamente os princípios da autoresponsabilidade, do compromisso social, da família, da ética, da moral, do trabalho, da meritocracia, da hierarquia, do respeito, da honestidade, da fidelidade, da vida. Desconstruíram a consciência de que a vida é feita de suor, muito esforço, dedicação, empenho, comprometimento, e cumprimento de ordens. Arrancaram das mentes das crianças, adolescentes e jovens que o professor deve ser tratado com honra e respeito. Da parte do Estado, o professor passou a ser desconsiderado, desrespeitado, desonrado.
Fomos todos contaminados, variando do menor a um maior grau, fomos atingidos pelo marxismo cultural impregnado. Hoje, temos dificuldade de aceitar normas, de submeter a regras, de caminhar debaixo de uma coordenação que exija obediência. Isto soa como impositivo, é herança da ditadura. Queremos questionar o tempo inteiro, ficamos desconfiados, não como que buscando a verdade que esteja motivando tal controle, mas eivados do vício que contaminou a sociedade.
Deveremos passar por um processo de lavagem, de purificação, de desintoxicação do pensamento. Isto leva tempo e estratégia. Assim como a ideologia foi sendo implantada aos poucos, de forma coordenada as pessoas, as famílias, educadores, líderes, políticos, igrejas, enfim toda sociedade deve entender que temos uma grande obra para realizar em benefício da gente de nosso amado Brasil. É bom lembrar que este não é um trabalho isolado, de apenas alguns dias, e sim de anos. A resistência será nossa também, às vezes nos apresentaremos como nossos próprios inimigos durante o processo. Faz-se necessário aceitarmos ser questionados. Devemos investigar se não estamos agindo segundo o marxismo ou se absorvemos a verdadeira liberdade que conduz à vida e à saúde de nosso povo e de nossa nação.
Por Sara e Cilas Bernardes
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